Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração – Premiados e Nomeados 2014
9.ª Edição
2014
Premiados e Nomeados
Número de candidaturas
Apresentação de candidaturas
Premiados e Nomeados
Os Prémios de Jornalismo "Direitos Humanos & Integração” são atribuídos anualmente pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social e a Comissão Nacional da UNESCO e destinam-se a galardoar os melhores trabalhos jornalísticos sobre direitos humanos e integração que são publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses.
Os prémios e as menções honrosas foram anunciados e entregues numa cerimónia pública que se realizou no dia 25 de setembro de 2014 no Palácio Foz, em Lisboa.
PREMIADOS
- 1.º Prémio Imprensa Escrita
Isabel Nery e José Carlos Carvalho
Pela peça “O caminho para a liberdade”, publicada na Revista Visão
Tema: depois de três anos fechada numa cela com a filha, Jesufina voltou a ser livre. Não tem emprego nem casa. Não sabe sequer se poderá continuar em Portugal. O País defende a prisão como forma de reabilitação, mas pouco ou nada faz para reinserir os reclusos.
-
1.º Prémio Rádio
Rita Colaço
Pela peça “Os filhos da Síria”, transmitida na Antena 1
Tema: grande reportagem de Rita Colaço, que esteve na Jordânia e no Líbano, dois dos países que recebem mais refugiados sírios. Oficialmente, mais de um milhão de pessoas foram forçadas a abandonar a sua casa, desde o início da guerra na Síria, em março de 2011. Mais de metade dos refugiados sírios são mulheres e crianças. Muitas das crianças estão sem estudar há dois anos. -
1.º Prémio Meios Audiovisuais
Jaime Cravo
Pela peça “Hino ao futebol”, transmitida na Sport TV
Tema: Pedro Fernando, 14 anos, tem feito uma viagem rara no futebol português, na companhia dos iniciados do Anadia Futebol Clube. Pedro apresenta sintomas que encaixam no quadro do autismo, como o défice cognitivo, as dificuldades de relacionamento e comunicação. "Hino ao Futebol" é uma história surpreendente sobre a importância do futebol na vida de um jogador diferente de todos os outros, mas que está cada vez mais parecido com todos os outros. -
Prémio Comunicação Social Regional e Local
Martine Raínho
Pela peça “Alienação parental – Pais que apenas querem ser pais”, publicada no semanário Região de Leiria
Tema: são muitos os pais que lutam diariamente pelo direito, e pelo dever, de poder estar com os filhos, de os ver crescer e de participar na sua educação. Por vezes, a luta dura anos.
MENÇÕES HONROSAS
Na categoria de Imprensa Escrita
- Sílvia Júlio
Pela peça “O Natal dos simples”, publicada na Revista Família Cristã
Tema: Jesus nasceu para que todos «tenham vida e a tenham em abundância». Há os que estão nas periferias da humanidade que precisam de uma mão para voltarem ao centro da vida. A "Família Cristã" foi saber como é sentido e vivido o Natal dos mais pobres. Há histórias que não são bonitas de contar, mas interpelam à caridade – não aquela que apenas é praticada no Natal.
- Sónia Graça
Pela peça “Mutilação genital feminina: crime sem castigo”, publicada na Revista TABU, do semanário Sol
Tema: aos sete anos, Maria foi levada para a Guiné e mutilada a sangue frio. Mas o crime não foi qualificado como ofensa grave. É um dos três casos arrepiantes de mutilação genital feminina que chegaram até hoje aos tribunais portugueses – todos eles arquivados. Os especialistas reclamam alterações na lei e actuação ao nível da prevenção.
Na categoria de Rádio
- Carolina Ferreira
Pela peça “Crime, disse ele”, transmitida na Antena 1
Tema: os homens também são vítimas de violência doméstica. Em 18% dos casos, a agressão atinge o sexo masculino. No ano passado registaram-se em Portugal 5549 participações, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna. Os especialistas acreditam no entanto que há cifras negras. Denúncias que ficam silenciadas, seja por vergonha, por falta de casas de abrigo para homens ou por receio do futuro em tempo de crise.
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Cristina Lai Men
Pela peça “O resto das nossas vidas”, transmitida na TSF
Tema: costuma dizer-se que é a única certeza que temos. A morte e o luto fazem parte da vida, mas continuam a ser um tabu para a maioria das pessoas. Como se supera o luto? Quanto tempo dura? Qual o melhor consolo? O que se deve ou não dizer? A reportagem TSF desta semana seguiu o caminho solitário do luto, ao lado de quem aprendeu a viver com o vazio da saudade.
Na categoria de Meios Audiovisuais
- Ana Leal
Pela peça “Despertares”, transmitida na TVI
Tema: há uma nova esperança para os autistas em Portugal. Não é uma cura, mas uma terapia que regista níveis de sucesso surpreendentes. Chama-se terapia Aba e foi importada dos EUA. Trata-se de uma terapia intensiva, que pretende modificar comportamentos desadequados ou inexistentes, através da repetição exaustiva das competências que se pretende adquirir. Estudos americanos provaram que 47% das crianças incluídas no programa Aba conseguiram integrar a escolaridade normal aos 5 anos de idade. Em Portugal encontrámos crianças e jovens de quem já se tinha desistido, e que hoje são alunos exemplares em escolas públicas do ensino normal. -
Dulce Salzedas, Rafael Homem, Ricardo Tenreiro e Carla Gonçalves
Pela peça “Médicos de São Tomé”, ttransmitidana SIC
Tema: a reportagem destaca o programa "Saúde para Todos" que, desde há 25 anos em São Tomé e Príncipe, tem permitido uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde e uma melhoria significativa dos indicadores sanitários do país. Um programa inovador de reconhecido interesse público pelo Ministério da Saúde de Portugal e de São Tomé e Príncipe considerado como boa prática de Desenvolvimento Sustentável pelas Nações Unidas. -
Jaime Cravo
Pela peça "Diamantis di Guiné”, transmitida na Sport TV
Tema: a realidade dos guineenses que vêm para Portugal à procura do sonho do futebol.
NOMEADOS
Para além dos premiados foram nomeados para a edição de 2014 do Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos & Integração", mais os seguintes trabalhos e jornalistas:
Na categoria de Imprensa Escrita
- Alexandre Soares
Pela peça “O segredo do Comandante Arruda”, publicada na Revista Notícias Magazine, do Diário de Notícias
Tema: como um pescador de lagostas açoriano imigrado nos Estados Unidos aprendeu a ler aos 92 anos e, aos 98, lançou um livro que foi divulgado em todas as escolas e teve direito a uma carta de agradecimento do presidente Obama. A incrível história de James Arruda. - Joana Gorjão Henriques
Pela peça “Em 26 anos nunca vi 5 tostões. Zero”, publicada no jornal Público
Tema: esteve 26 anos como escravo numa quinta do Alentejo, às mãos de uma família portuguesa. Há 1400 escravos em Portugal. Francisco conseguiu fugir há três meses.
Na categoria de Rádio
- Carolina Ferreira
Pela peça “Viver na raridade”, transmitida na Antena 1
Tema: calcula-se que uma, em cada quatro mil crianças em Portugal, nasça com doença lisossomal de sobrecarga. Trata-se de um grupo de patologias raras, genéticas e muitas vezes fatais ainda na infância. O Ministério da Saúde criou três centros de excelência para o diagnóstico e tratamento destas doenças. Um deles funciona no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, onde a repórter Carolina Ferreira foi conhecer alguns utentes que fazem terapias semanais para melhorar a qualidade de vida. - Joana Sousa Dias
Pela peça “A porta da rua”, transmitida na TSF
Tema: chama-se "desahucio". É o nome usado em espanhol dado a um dos fenómenos sociais que mais tem afetado o país vizinho: os despejos. Estima-se que, por dia, cerca de 520 pessoas fiquem sem casa por não conseguirem pagar as prestações da hipoteca ao banco. Só em 2012, o número de casos aumentou mais de 134 %. Situações que empurram milhares de pessoas para a rua, muitas desenvolvem depressões, outras optam mesmo pelo suicídio
Na categoria de Meios Audiovisuais
- Catarina Neves, Mário Cabrita, Ana Rita Sena e Isabel Mendonça
Pela peça “Adolescentes sem abrigo”, transmitida na SIC
Tema: as casas abandonadas de Lisboa são por vezes o refúgio de centenas de sem abrigo que vivem na cidade. Alguns deles são adolescentes e mesmo crianças que, regra geral, por razões familiares, vivem na rua. É uma realidade que vive quase escondida esta dos adolescentes sem abrigo. Mas que existe. - Mafalda Gameiro
Pela peça “Eu sou assim”, transmitida na RTP
Tema: a estória de quatro homens que nunca baixaram os braços devido à sua condição física. Manuel tem trissomia 21, Carlos é paraplégico, José é invisual e Sebastião é surdo-mudo. Nunca a deficiência foi um entrave para deixarem de fazer aquilo que desejam. Vão onde querem; pensam pela própria cabeça; são independentes e mais do que isso, são felizes.
-
Sofia Pinto Coelho e Manuel Chaves
Pela peça “A prova”, transmitida na SIC
Número de candidaturas
A edição de 2014 deste Prémio de Jornalismo, cujo prazo para apresentação de candidaturas terminou no dia 30 de junho de 2014, contou com um total de 83 trabalhos candidatos, repartidos pelos seguintes meios:
• 45 de imprensa;
• 16 de rádio;
• 22 de audiovisual,
em que 23 candidaturas (15 de imprensa escrita e 8 de rádio) pertenceram à comunicação social regional e local.
O júri foi constituído por Guilherme de Oliveira Martins, Paula Moura Pinheiro e Catarina Duff Burnay.
Os trabalhos nomeados pelo júri foram divulgados no dia 15 de setembro de 2014 e os prémios e menções honrosas foram anunciados e entregues numa cerimónia pública realizada no dia 25 de setembro de 2014, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz – Praça dos Restauradores – Lisboa.
O programa da cerimónia integrou um momento musical.
Antecedentes
Apresentação de candidaturas
O Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS) e a Comissão Nacional da UNESCO (CNU) vão atribuir este ano, pela 9.ª vez consecutiva, o Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos & Integração” destinados a galardoar os melhores trabalhos jornalísticos sobre direitos humanos e integração que tenham sido publicados ou difundidos, em 2013, nos órgãos de comunicação social portugueses.
O Prémio contempla as seguintes categorias e montantes:
• Imprensa (€ 2.500);
• Rádio (€ 2.500);
• Meios Audiovisuais (€ 2.500);
• Comunicação Social Regional e Local (€ 2.500).
A pedido de vários interessados, o prazo para apresentação de candidaturas foi prorrogado até 30 de junho de 2014.
Procedimentos
Os candidatos deverão enviar por correio ou entregar pessoalmente no endereço abaixo indicado 3 cópias por cada trabalho a concurso, acompanhadas do Formulário de candidatura individual ou coletiva, consoante o caso aplicável, bem como dos elementos referidos no artigo 9.º do Regulamento:
Prémio de Jornalismo “Direitos Humanos & Integração”
Comissão Nacional da UNESCO
Ministério dos Negócios Estrangeiros
Largo das Necessidades
1350-215 LISBOA
Telefones: 21 394 68 92 / 21 394 67 05
E-mail: premiodhi@mne.pt
- REGULAMENTO DO PRÉMIO (5 páginas – 180 KB)
- Formulário de candidatura individual (3 páginas – 54 KB)
- Formulário de candidatura coletiva (5 páginas – 60 KB)
Os pedidos de informação ou esclarecimento sobre o Prémio deverão ser dirigidos a:
Anna Paula Ormeche: anna.ormeche@mne.pt (Tel: 21 394 67 05)
Alexandra Lorena: alexandra.lorena@gmcs.pt (Tel: 21 322 12 47)
Agostinho Pissarreira: agostinho@gmcs.pt (Tel: 21 322 12 95)







