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Prémio de Jornalismo &quotes;Direitos Humanos & | GMCS
Última atualização: 20-04-2017 16:45:56
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Página atualizada em 23-05-2014 11:25:11

Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração - Premiados e Nomeados 2013

 

 
8.ª Edição
2013

PREMIADOS E NOMEADOS


Os Prémios de Jornalismo "Direitos Humanos & Integração” são atribuídos anualmente pelo Gabinete para os Meios de Comunicação Social e a Comissão Nacional da UNESCO e destinam-se a galardoar os melhores trabalhos jornalísticos sobre direitos humanos e integração que são publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses.

Os prémios foram anunciados e entregues numa cerimónia pública que se realizou no dia 2 de outubro de 2013, Dia Internacional da Não-Violência, no Palácio Foz, em Lisboa. 


PREMIADOS
 

  • Prémio Comunicação social regional e local
    Bruna Filipa Soares
    Pela peça A eterna crise dos ciganos, publicada no jornal Diário do Alentejo
    Tema:
    existem quatro mediadores no distrito de Beja. Embora um esteja no desemprego, fazem a ponte entre a comunidade cigana e as instituições públicas. Têm o dom de estabelecer uma relação de confiança e comunicação aberta com os representantes das partes e procuram entender a situação de forma a refletir os pontos de vista, os fundamentos das opiniões, os sentimentos, as atitudes e as ações. Quatro cidadãos ao serviço das comunidades cigana e não cigana, que falam de integração e exclusão social, de mudança de mentalidades, mas também de sonhos e de esperança. 
  • 1.º Prémio Imprensa Escrita
    Paulo Moura
    Pela peça A revolução virá do campo, publicada no jornal Público

    Tema: a maioria dos 180 mil protestos de massas que todos os anos rebentam na China ocorre nos campos. Os camponeses foram as principais vítimas do maoísmo, apesar de a revolução ter sido feita por eles e para eles. Quando as reformas de Deng Xiaoping abriram o país à economia de mercado, foi nos campos que surgiu a revolução capitalista. A iniciativa dos camponeses criou a riqueza que levou ao desenvolvimento das cidades. Agora que este crescimento está a roubar as terras aos camponeses, é do mundo rural, mais uma vez, que sopram os ventos da revolução.

  • 1.º Prémio Rádio
    Maria Augusta Casaca
    Pela peça Vidas de solidão, transmitida na TSF
    Tema: no concelho de Odemira, o mais extenso do país, há um crescente despovoamento e envelhecimento, e o número de suicídios ultrapassa a média nacional. Para inverter esta situação, e para animar o dia a dia dos mais velhos, a Fundação Odemira criou o projecto A Vida Vale. A Reportagem TSF leva-nos até à freguesia de Sabóia e dá-nos a conhecer os dias de quem passou a dar mais valor à vida. 
  • 1.º Prémio Meios Audiovisuais
    Cândida Pinto, Jorge Pelicano, João Nuno Assunção, Marco Carrasqueira e Inês Rueff
    Pela peça Vítor | O fecho da fábrica, transmitida na SIC
    Tema: olha para o relógio mais do que uma vez mas parece esquecer-se das horas. O nervosismo fá-lo andar para a frente e para trás antes de enfrentar as funcionárias. Vai tomar uma das decisões mais difíceis da vida dele. Há mais de um ano que a pequena confeção de Vítor Rita vivia no fio da navalha. A crise económica foi a estocada final na microempresa de 10 funcionários. Chegou quarta-feira, 7 de Março de 2012. O dia mais difícil. A decisão está tomada há 15 dias. Vítor vai ser obrigado a fechar a fábrica que o pai ergueu.  

    “Vítor | Fecho da fábrica” mostra um encerramento por dentro e reflete o cenário económico português. Estendido há mais de 20 anos sobre uma frágil rede de PME’s e esticado até aos limites tem sido o primeiro a ceder ao peso da crise. “O que é que a minha história diz? É o espelho do país aquilo que está a acontecer”, conclui Vítor. Sem trabalho e com uma família a cargo, esta Reportagem acompanha o desenrolar da história de Vítor com um final surpreendente. 



MENÇÕES HONROSAS


Na categoria de Imprensa Escrita

  • Gabriela Lourenço e José Carlos Carvalho
    Pela peça Mãe há só duas, publicada na revista Visão
    Tema: 
    os homossexuais vivem, pela primeira vez, com os mesmos direitos conjugais que os casais heterossexuais. Mas ainda reclamam a equidade de ter filhos em comum. Impossibilitadas de o fazer em Portugal, há cada vez mais mulheres lésbicas a atravessar a fronteira para engravidar por inseminação artificial.

Na categoria de Rádio

  • Noémia Malva Novais
    Pela peça Muito mais que um corpo, transmitida na TSF
    Tema: há pessoas que se sentem presas a um corpo errado e não aceitam a imagem refletida no espelho. A Reportagem TSF escutou os receios e esperanças de quem teve de percorrer um longo caminho até conseguir ter uma vida no corpo certo. São homens e mulheres transsexuais que contaram com o apoio da Unidade de Reconstrução Genito-Urinária e sexual de Coimbra. 
  • Ana Sofia Freitas
    Pela peça Até amanhã Timor, transmitida na TSF
    Tema: dez anos depois da Independência, e numa altura em que as Nações Unidas abandonam o território, o governo timorense aposta na consolidação da língua portuguesa (uma das línguas oficiais). Que futuro para um dos mais países mais jovens do mundo, onde quase tudo está por fazer?  

Na categoria de Meios Audiovisuais

  • António Mateus
    Pela peça Nelson Mandela – Os caminhos da liberdade”, transmitida na RTP
    Tema: por ocasião do 94.º aniversário do antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela, celebrado no dia 18 de julho de 2012, a RTP transmitiu esta reportagem do jornalista António Mateus sobre o processo de libertação de Nelson Mandela.   
  • Cândida Pinto, Jorge Pelicano, João Nuno Assunção, Marco Carrasqueira e Inês Rueff, pelas seguintes peças transmitidas na SIC:

    Alexandra | Viver com HIV
    Tema:  há 20 anos os meus pais estavam convencidos que aguardavam a chegada de um menino. Só quando nasci, a 1 de Abril de 1993, é que perceberam que eu seria a Alexandra. 

    Maria Amélia | De casa para o lar
    Tema: Maria Amélia é uma mulher determinada. Já passou os oitenta, uma vida toda feita em Trás-os-Montes, a trabalhar no campo, a criar seis filhos, a tornar-se viúva. No Natal anunciou a sua decisão aos filhos: a vontade de ir para um lar, de não dar trabalho às vidas ocupadas deles, de não os aborrecer. Os filhos ainda quiseram demovê-la dessa ideia mas Maria Amélia insistiu.
    A Reportagem acompanha os últimos dias de Maria Amélia na sua casa de Izeda, Trás-os-Montes. As conversas e os silêncios, as memórias e as expectativas. E também a chegada de Maria Amélia à nova casa, o lar onde encontra uma amiga, onde se assusta com tanta cara desconhecida. “Não sei o que vai ser o meu futuro, não sei” confessa a mulher de voz desenrascada que tem medo das trovoadas.
     

    Ivo e Hélder | O casamento
    Tema: foi impossível reunir a família inteira para a cerimónia que está a poucos momentos de se realizar. Mas Ivo e Hélder garantem ter na Conservatória do Registo Civil de Matosinhos as pessoas mais importantes. Ao fim de alguns anos de espera vão ver reconhecida na lei a vida conjugal que mantêm desde que se cruzaram pela primeira vez numa discoteca do Porto. Vão deixar de estar à margem. Pelo menos legalmente. Vão trocar alianças numa sexta-feira quente de Maio, vão assumir um compromisso de papel passado.
    O almoço de casamento vai condizer com os baixos salários que Hélder traz de uma gasolineira e Ivo de uma pequena fábrica de congelados. Uma festa de “pessoas humildes” num Porto quase rural e tradicional onde preconceito e desconfiança se cruzam constantemente.

    “Ivo e Hélder | O casamento” debruça-se sobre a conquista de igualdades num país de tradições que se tornou no oitavo a nível mundial a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E o primeiro onde os homossexuais podem casar mas não podem adotar uma criança.
     
    Germano e Elisa | A entrega da casa
    TemaGermano e Elisa são casados e têm dois filhos. Vivem no rés do chão de um condomínio em Ermesinde. Não fazem férias e têm apenas aquilo que os ordenados de ambos conseguem dar.
    O cómodo apartamento onde vivem foi comprado de urgência devido a problemas de saúde do filho mais novo. Não esperaram para vender o antigo e mudaram de residência numa altura em que a economia lhes dava ainda alguma segurança. Mas a economia globalizada revelou que nada é certo na grande roda do capital.
    O casal não conseguiu vender o primeiro apartamento e hoje acumula dois créditos à habitação que consome, por completo, a maior fatia dos ordenados. O que sobra é sugado pelos empréstimos dos carros e pelas contas correntes da casa. No limite da asfixia, o último grito de ajuda traz a esperança e a desilusão. Germano e Elisa são declarados insolventes pelo Tribunal de Valongo que considera que já não têm estrutura para pagar o que devem. Deixam de ter dívidas mas também quase tudo o resto. Têm de entregar os carros, vêem parte dos ordenados 'apreendida' e perdem um dos maiores símbolos de estabilidade da classe média: a casa. 
    A Reportagem acompanha esta família no dia em perde a soberania da própria habitação e é obrigada a devolver tudo o que não conseguiu pagar.   

 NOMEADOS

Para além dos premiados foram nomeados para a edição de 2013 do Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos & Integração", mais os seguintes trabalhos e jornalistas:

Na categoria de Comunicação Social Regional e Local:
  • Bruna Filipa Soares pela peça
    Parar é morrer, publicada no Diário do Alentejo
    Tema:
     em 2012 comemora-se o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações. O “Diário do Alentejo” dá-lhe a conhecer as histórias de quem escolhe viver positivamente até ao fim, deixando o seu contributo, independentemente da sua idade. Este país é para velhos

Na categoria de Imprensa Escrita:

  • Christiana Martins pela peça
    Mulheres que se desdobram… em muitas, publicada na Revista do Semanário Expresso
    Tema:
    os alarmes soam quando uma mulher altamente qualificada, com um lugar de topo na Administração Obama, abandona tudo para cuidar dos filhos. Anne-Marie Slaughter escandalizou as feministas ao assumir que as mulheres ainda não conseguem conciliar a maternidade com a vida profissional. Ninguém ficou imune ao debate que começou nos EUA e alastrou de forma viral pelo mundo. Em Portugal há pela primeira vez mulheres em simultâneo à frente da Procuradoria-Geral da República, do Parlamento e do Ministério da Justiça, e a Universidade Católica tem uma reitora, uma estreia. Mas, numa altura em que a crise rebenta com todas as costuras emocionais e financeiras, o país percebe que são elas que resistem ao desemprego de uma forma mais positiva.
     
  • Paulo Moura pelas peça
    Quem deixou Iria na aldeia de Anta?publicada no Jornal Público 

    Tema: há 50 anos, uma mulher e a sua filha viveram sozinhas numa aldeia no cimo de um monte, na região de Lamego, passando fome e frio, abandonadas aos lobos e aos ladrões. Todos os habitantes da Anta deixaram a aldeia de casas de pedra e colmo para se instalarem na menos inóspita Mazes. Mas Joaquina e a filha, Iria, ficaram lá no monte, numa casa minúscula e fria, durante 20 anos. Porquê? Mais de quatro décadas depois, levámos Iria a sua casa, na Anta de Mazes. 

Na categoria de Meios Audiovisuais:

  • Alexandra Borges
    Pela peça Órfãos da idade”, transmitida na TVI
    Tema: esta reportagem dá-nos a conhecer parte da dura realidade dos lares ilegais e clandestinos em Portugal. Nela são abordados vários assuntos pertinentes como a questão do lucro fácil nos lares ilegais e o sistema de fiscalização ineficaz. A questão da dignidade e direitos dos idosos são remetidos para segundo plano, assim como a relação dos familiares com estes lares e a opinião dos proprietários destes lares.



N.º de candidaturas

Candidataram-se ao Prémio 72 peças jornalísticas:

•    33 de imprensa escrita;
•    31 de meios audiovisuais;
•    8 de rádio.

O júri foi constituído por Guilherme d’Oliveira Martins, Catarina Burnay e Bernardo Ferrão.

Os trabalhos nomeados pelo júri foram anunciados no dia 23 de setembro de 2013 e os prémios foram entregues numa cerimónia pública realizada no Palácio Foz, Praça dos Restauradores,  em Lisboa, no dia 2 de outubro de 2013,  Dia Internacional da Não-Violência. O programa da cerimónia integrou um momento musical.

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