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Página atualizada em 29-09-2014 10:22:35

Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração - Premiados e Nomeados 2012

 

 


PREMIADOS E NOMEADOS
7.ª Edição
2012


O Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS) e a Comissão Nacional da UNESCO (CNU) atribuem, desde 2006, este prémio destinado a galardoar os melhores trabalhos jornalísticos sobre direitos humanos e integração publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses.

E os Premiados 2012 foram:

Na categoria de Imprensa Escrita

Na categoria de Rádio

 

  • 1.º Prémio
    Cristina Lai Men
    Pela peça “A Poção Mágica” transmitida na TSF
  • Menção Honrosa
    Ricardo Oliveira Duarte e Maria Alexandrina Guerreiro
    Pela peça “Orgulhosamente Líbia” transmitida na TSF

Na categoria de Meios Audiovisuais

 

  • 1.º Prémio
    Miriam Alves, José Eduardo Zuzarte e Marco Carrasqueira
    Pela peça “Cidadãos em Construção” transmitida na SIC
  • Menção Honrosa
    Sofia Arêde, José Eduardo Zuzarte e Ricardo Sant’Ana
    Pela peça “O dia mais longo” transmitida na SIC


NOMEADOS


Os nomeados para a edição de 2012 do Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos & Integração" foram os seguintes:

Na categoria de Imprensa Escrita:

  • Gabriela Lourenço e Bruno Simão pela peça “No Lugar do Outro”, publicada na Revista Visão

    Resumo: na prisão de Vale de Judeus, a encenadora e atriz Mónica Calle trabalha com reclusos, acreditando que o teatro é transformador. Acompanhámos os ensaios e a apresentação da peça "Alguns de Nós", com textos de Tennessee Williams – e vimos como dentro de muros é possível criar espaços de liberdade.

  • Maria João Guimarães pela peça “Vizinhos dos neonazis para lutar contra eles”, publicada no Jornal Público
    Resumo: Jamel é uma aldeia alemã com apenas dez famílias. Todas neonazis, menos uma, que resiste para marcar posição contra a extrema-direita.
  • Sílvia Nicolau Caneco pela peça “Alice esperou 38 anos para matar o marido”,  publicada no Jornal i
    Resumo:  aos 71 anos, Alice ficou viúva pelas próprias mãos: agarrou num tubo de ferro e matou José. Foi condenada a 14 anos, cumpriu seis. A história da luta entre a mulher e o corpo que o marido marcou com nódoas negras.
  • Susana Moreira Marques pela peça “Os Novos Portugueses”, publicada no Jornal Público
    Resumo: em 1980 havia cerca de 50 mil estrangeiros em Portugal e agora (2011) há quase 500 mil. Desde 2006, Portugal tem uma das melhores leis de imigração da Europa. Gostamos de dizer que somos um país de emigrantes e que por isso entendemos os imigrantes. Somos morenos, somos louros, somos negros, somos mulatos, somos asiáticos, somos sul-americanos, somos de muitas nacionalidades, somos europeus, somos portugueses. Somos cada vez mais pessoas crescendo com diferentes coordenadas.


Na categoria de Rádio:

  • Ana Catarina Santos e Luís Borges pela peça Vermelho da Cor do Céu, emitida na TSF
    Resumo: como é o mundo de quem nunca viu?. Mercedes gostava de saber como são as pessoas, como são os seus rostos. Tiago queria ver com olhos um cavalo a correr, porque parado já o viu com as mãos. Alcides não sabe de que cor são os seus olhos porque é como se não existissem. Susana e Rodrigo, casados sem nunca se terem visto, nunca acendem as luzes na casa onde vivem. Ângelo vê com os dedos obras de Picasso e imagina as formas e um mundo que nem Picasso imaginou. Para uns o Sol é azul, da cor do céu. Para outros, as estrelas são candeeiros pendurados no tecto do céu. Para outros ainda, o céu é vermelho ou azul ou sem qualquer cor.
  • Cristina Lai Men pela peça “A Poção Mágica”, emitida na TSF
    Resumo: centenas de crianças sofrem de doenças graves, crónicas ou terminais. Para que os seus dias não sejam passados num quarto escuro, há associações que realizam os desejos destas crianças. São momentos únicos, que trazem um raio de Sol, esperança e alegria. Fomos atrás destes sorrisos e descobrimos uma poção mágica.
  • Ricardo Oliveira Duarte e Maria Alexandrina Guerreiro pela peça “Orgulhosamente Líbia” Líbia, emitida na TSF
    Resumo: deixou para trás um país em convulsão e encontrou refúgio em Portugal. À distância foi acompanhando o que se passava na Líbia e assim que Tripoli foi libertada fez as malas. Acompanhámos o regresso de Nesrine Alanabi a casa, mais de meio ano depois de ter saído. A vibrante capital, o sorriso rasgado na cara das pessoas, a felicidade estampada em cada rosto, emocionaram-na: «Tenho orgulho em dizer que sou líbia. Uma vez disse-te que tinha vergonha de assumir a minha nacionalidade, mas agora isso acabou».
  • Vítor Rodrigues Oliveira pela peça “Daqui para lado nenhum” , emitida na Antena 1
    Resumo: depois de Espanha e Itália terem fechado as fronteiras, a União Europeia estima que 90% dos imigrantes ilegais entre agora por território grego. Em tempos de recessão e desemprego, e sem poderem dar o salto para os países do norte e Europa central, cada vez mais imigrantes se encontram em situação vulnerável.


Na categoria de Meios Audiovisuais:

  • Miriam Alves, José Eduardo Zuzarte e Marco Carrasqueira pela peça “Cidadãos em Construção”, apresentada na SIC
    Resumo: há gente que decide melhorar a sociedade em que vive. Há também, cada vez mais, quem procure formas inovadoras e mais eficazes de resolver problemas comuns. Exemplos inspiradores de cidadãos que decidiram combater quatro grandes problemas do país: (i) Há um homem que olhou em volta e viu que faltava desporto em Sabrosa. Nas horas que lhe sobram do emprego numa firma de recolha do lixo pôs Sabrosa no mapa do atletismo e mudou a vida dos miúdos da terra; (ii) Há uma mulher que cresceu numa aldeia onde os deficientes eram escondidos pelos pais nos galinheiros. Dedicou-se a criar condições para que a deficiência deixe de fazer diferença; (iii) Há uma aldeia onde não há crianças - como em muitas aldeias - mas nesta aldeia de Portela um grupo de homens e mulheres decidiu trocar dois problemas por uma solução; (iv) Há uma cidade onde o centro está vazio - como em muitas cidades - mas no Porto há um homem que está prestes a testar a sua ideia.
  • Pedro Coelho, Luís Pinto e Ricardo Tenreiro pela peça “Os 5 regressam à escola”, apresentada na SIC
    Resumo: fugiram da escola por desinteresse absoluto. Aos 12 anos exigiam vida sem regras, sem espartilhos. Divorciaram-se do sistema anos a fio, sem que os organismos do Estado que tutelam a infância lhes seguissem o rasto. Assumiram comportamentos marginais, fizeram-se homens e mulheres à pressa, carregados de rotinas pesadas que lhes baralharam a vida ainda em projecto. "Os 5 regressam à escola" conta a história de três meninas e dois rapazes entre os 16 e os 19 anos que foram, de novo, enquadrados no sistema. Na escola vestiram-lhes um fato à medida, integraram-nos no PIEF, o Plano Integrado de Educação e Formação.
  • Pedro Miguel Costa, Rodrigo Lobo e Ricardo Sant’Ana pela peça “O socorro da solidão”, apresentada na SIC
    Resumo: há dois anos, o Regimento Sapadores de Bombeiros de Lisboa criou o Núcleo de Intervenção Social e Apoio ao Cidadão (NISAC). Foi criado para colmatar falhas numa cidade envelhecida com muita gente carenciada. Por mês, há cerca de cem intervenções ou porque as pessoas não respondem à chamada de familiares ou de vizinhos, ou porque sofrem quedas e ligam a pedir ajuda. Por vezes, a chamada para o quartel é feita apenas para matar a solidão.
  • Sofia Arêde, José Eduardo Zuzarte e Ricardo Sant’Ana pela peça “O dia mais longo”, apresentada na SIC.
    Resumo: no dia 11 de Setembro de 2001, Cláudia Portela estava no escritório da Torre 1 do World Trade Center, Luís Cordeiro estava em Wall Street, atrasado para uma reunião no andar 87 da Torre 1. Alex Sanchez e Manuel Checo estavam longe de saber que seriam destacados para as operações de limpeza do Ground Zero, a zona de impacto. Naquele dia, mais de duas mil e setecentas pessoas morreram no World Trade Center. Além das torres gémeas, colapsaram 5 edifícios. 150 mil pessoas perderam o emprego. Os inúmeros incêndios só foram extintos ao fim de três meses. As operações de limpeza duraram quase dois anos. 10 anos depois, o 11 de Setembro continua a provocar vítimas.

 

O prazo de candidaturas decorreu de 15 de fevereiro a 30 de abril de 2012.


Concorreram ao Prémio 86 peças jornalísticas:

  • 26 de imprensa;
  • 16 de rádio;
  • 44 de televisão.

O júri foi constituído por Guilherme d’Oliveira Martins, Carlos Vaz Marques e Carla Baptista.

Os trabalhos nomeados pelo júri foram conhecidos no dia 8 de junho de 2012 e os prémios foram entregues numa cerimónia pública realizada Palácio Foz, Praça dos Restauradores,  em Lisboa, no dia 21 de junho de 2012.

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