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Página atualizada em 29-09-2014 10:24:16

Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração - Premiados e Nomeados 2011

 

 

PREMIADOS E NOMEADOS
6.ª Edição
2011


O Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS) e a Comissão Nacional da UNESCO (CNU) atribuem, desde 2006, este prémio destinado a galardoar os melhores trabalhos jornalísticos sobre direitos humanos e integração publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses.

E os Premiados 2011 foram:

Na categoria de Imprensa Escrita

Na categoria de  Rádio

 Na categoria  de Meios Audiovisuais


 

 NOMEADOS


Os nomeados para a edição de 2011 do Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos & Integração" foram os seguintes:

Na categoria de Imprensa Escrita

  • Alexandra Correia pela peça “Luanda – A vida na cidade dos extremos” publicada na revista Visão

    Resumo: entre as barracas dos musseques e os condomínios de luxo, terão os portugueses encontrado na capital angolana o seu El Dorado? Como se vive na cidade mais cara do mundo, 35 anos após a independência de Angola.

  • Ana Cristina Pereira pela peça “Aqui não dá para uma pessoa ser o que uma pessoa é” publicada no jornal Público
    Resumo: dominados pela heroína e pela cocaína, Carla e António procuram a normalidade possível dentro de uma fábrica fétida. Num apartamento vizinho, Francisco tenta outra normalidade - não voltar a traficar e a consumir. O tráfico de drogas ganha terreno desde que a Câmara do Porto decidiu demolir o Aleixo.
  • Christiana Martins e Ana Baião pela peça “Por trás do véu” publicada na revista Única do semanário Expresso

    Resumo: são escandalosas, embora o Livro Sagrado recomende discrição, porque usam o véu num país católico. Submissas à doutrina, cobrem-se por escolha própria e têm muito orgulho em ser as novas mulheres do Islão.

  • Sara Sá e José Carlos Carvalho pela peça “O meu corpo não é o meu sexo” publicada na revista Visão

    Resumo: remetidos para a gaveta das coisas estranhas, incompreendidos e maltratados durante muito tempo, os transexuais portugueses começam a procurar ajuda médica cada vez mais cedo. Histórias de quem se liberta de um corpo que não sente como seu, para encontrar o género que tem na cabeça.


Na categoria de Rádio

  • Joana Sousa Dias pela peça “Pretérito mais que presente” transmitida na TSF
    Resumo: quinze alunos da Escola Secundária de Valpaços recuaram no tempo para compreender o que era viver em Oswiecim (Auschwitz), durante a II Guerra Mundial. Criaram uma parceria com uma escola polaca, e com a ajuda dos alunos escreveram um diário. O projecto termina com a viagem a Auschwitz, para conhecer o campo de concentração onde morreram um milhão e cem mil pessoas.
  • João Francisco Guerreiro pela peça “Missão Haiti” transmitida na TSF
    Resumo: o terramoto que fez desmoronar as estruturas do Haiti foi considerado pela ONU como uma das situações mais complicadas que já teve de enfrentar. Perante a dimensão da catástrofe, a comunidade internacional pôs em marcha uma grande operação humanitária. Portugal voltou a dizer presente, e a missão portuguesa montou um campo de desalojados que foi considerado exemplar pelas autoridades locais. Caminhámos pelas ruas de Port-au-Prince, capital do Haiti, assistimos ao lento acordar do pesadelo e encontrámos pessoas que continuam a sorrir, apesar de a realidade do dia-a-dia as fazer perder a esperança.
  • Paula Borges e Luís Coelho pela peça “S. Tomé e Príncipe: Um povo à espera” transmitida na RDP África e na Antena 1
  • Vítor Rodrigues Oliveira pela peça “Fugas da minha terra” transmitida na Antena 1
    Resumo: a Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, tem uma economia débil, ainda a pagar os efeitos da guerra civil, a constante instabilidade política e a pressão do narcotráfico, é um país de onde muita gente procura sair em busca de uma vida melhor. Foi o que aconteceu a Rachido há alguns anos. Agora, Rachido volta à Guiné com caixotes de material escolar. Cento e cinquenta cadernos, lápis e canetas oferecidos por portugueses que ouviram uma reportagem da Antena 1. Tratava-se da história de um jovem guineense de 23 anos, desempregado em Beja, que não via a família há uma década. O repórter seguiu o rasto desta história de solidariedade, reencontro e realidade.


Na categoria de Meios Audiovisuais

  • Ana Sofia Fonseca pela peça “O meu nome é Portugal” transmitida na SIC
    Resumo: João Sabadino Portugal deve o nome às ironias do destino. Foi capturado num sábado, pela tropa portuguesa. Corria 1967, no Norte de Moçambique, a guerra colonial arrastava-se a ferro e fogo. Franzino nos seus cinco anos, passou por baixo das balas dos fuzileiros. Caladas as armas, capturaram-se os vivos. Entre eles, seguia o pequeno. Os militares acharam-lhe graça, tiraram-no da mãe e fizeram-no mascote.
  • Cândida Pinto pela peça “Avenida Mogadíscio” transmitida na SIC
    Resumo: A maioria dos 75 mil refugiados de Kakuma, no Quénia,  chega da Somália. De Katuma, os refugiados não podem sair e nem sequer trabalhar. Os jovens investem na escola, apesar de não existir ensino para além do secundário. Vivem na miragem de um dia serem acolhidos noutro país. Jorge Mayer, um engenheiro do ambiente, chegou a Kakuma há um ano para desenvolver um projecto de energias renováveis. Conhece bem a avenida Mogadíscio, de terra batida, onde se desenvolve todo o tipo de negócio: telemóveis, alimentos, lenha, sapatos, um centro de internet, um restaurante Obama.
  • Miriam Alves pela peça “Um grito na madrugada” transmitida na SIC

    Resumo: no Inverno de 2002 Nuno Teixeira e Rui Antunes viviam com 65 rapazes de infâncias duras no convento do século XI que abriga o Lar de Jovens de Semide, em Coimbra. Nuno e Rui tinham sido retirados à família pelo Estado mas não tinham, no lar, as condições para cumprir o objectivo da institucionalização. Nuno tinha 13 anos e escrevia poemas para combater os dias maus. Rui tinha 13 anos e procurava em tudo o lado bom. Passaram oito anos. Pouco tempo para um convento do século XI. Uma eternidade na vida do Nuno e do Rui. Fomos ver o que aconteceu a seguir. Dentro e fora do convento.

  • Sofia Arêde pela peça “O tempo dos ciganos” transmitida na SIC
    Resumo:  no Verão de 2010, foram desmantelados em França dezenas de acampamentos ilegais de ciganos. Milhares de pessoas, a maior parte com cidadania romena, foram repatriadas. Muitas acabaram por receber das autoridades francesas um subsídio que deveria ajudá-las no regresso a casa. Dois meses depois da polémica decisão, fomos à Roménia ver em que condições estão e o que planeiam fazer no futuro alguns dos ciganos que viviam em França.


O prazo de candidaturas terminou em 11 de março de 2011.


Concorreram ao Prémio 66 peças jornalísticas:

  • 17 de imprensa escrita;
  • 11 de rádio;
  • 38 de audiovisual;

O júri foi constituído por Guilherme d'Oliveira Martins, Carlos Vaz Marques e Carla Baptista.

Os prémios foram entregues numa cerimónia pública realizada Palácio Foz, Praça dos Restauradores,  em Lisboa, no dia 26 de maio de 2011.

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