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Página atualizada em 23-09-2013 11:06:28

Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos, Tolerância e Luta contra a Discriminação na Comunicação Social" - Premiados 2006

 1.ª Edição
2006


O Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS) e a Comissão Nacional da UNESCO (CNU) decidiram atribuir anualmente este prémio destinado a galardoar os melhores trabalhos jornalísticos sobre direitos humanos, tolerância  e luta contra a discriminação publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses.

Notas:
- A partir de 2008,  este Prémio passou a designar-se "Direitos Humanos & Integração";
- Nesta 1.ª edição, o prémio não foi atribuído por categorias.


E os Premiados desta 1.ª edição foram:


1.º Prémio
(ex-aequo)

  • Bernardo Ferrão
    Pela peça “A um Salto” transmitida na SIC
    Resumo: retrato do desespero e dos maus tratos a que são sujeitos os milhares de clandestinos que a partir de Marrocos tentam dar o salto para a Europa. As organizações não governamentais acreditam que possam estar no território marroquino entre seis a quinze mil ilegais. Foi demasiado penoso o caminho que todos eles percorreram para tentar chegar à Europa. No campo universitário de Oujda, a cidade encostada à fronteira com a Argélia, sobrevive ao frio e à fome um sem número de clandestinos. É difícil contabilizá-los.Vivem escondidos da luz do dia. Só a noite lhes garante protecção das perseguições policiais. (continuação).

     

  • Jaime Silvério
    Pela peça “Meio de Fuga” transmitida na Sport TV

    Resumo: a importância da vida desportiva no dia-a-dia dos reclusos e a realidade desportiva nos estabelecimentos prisionais são tema desta reportagem que mostra a popularidade e a importância do desporto rei e não só nas cadeias.

Menções Honrosas

  • Anabela Saint Maurice
    Pela peça “Agora Existo” transmitida na RTP 1

    Resumo: o  testemunho de curandeiros, médicos e jovens seropositivos moçambicanos. Dois terços das pessoas portadoras do HIV vivem em Africa. Por isso mesmo, o continente africano é o mais afetado pela pandemia da Sida. Em países como Moçambique a taxa de infeção continua a subir o que põe em causa as campanhas de informação e prevenção desenvolvidas nos últimos anos.

  • Luís Miguel Loureiro
    Pela peça “Flutuantes” transmitida na RTP 1
    Resumo: os limites da degradação humana a que chegam muitas pessoas conhecidas por todos como toxicodependentes. Através do trabalho de Equipas de Rua, a RTP acompanhou, durante um mês, a vida destas pessoas.
  • Diana Andringa
    Pela peça “Era uma vez um Arrastão” divulgada na Internet

    Resumo: dez de junho de 2005, praia de Carcavelos. Muitos jovens juntam-se ao sol. Há tensão e insultos. Depois chegará a polícia. Às 20 horas, as televisões apresentam ao país "o arrastão", um crime massivo, centenas de assaltantes negros, em pleno Dia de Portugal. O noticiário torna-se narrativa apaixonada de um país de insegurança e "gangs", terror e vigilância. A maré engole o desmentido policial da primeira versão dos incidentes e vários testemunhos sobre uma inventona. "Era uma vez um arrastão" passa em revista um crime que nunca existiu, a atitude dos media perante uma história explosiva e as consequências políticas e sociais de uma notícia falsa.


 

O prazo de candidaturas terminou em 30 de julho de 2006.

Concorreram ao Prémio 63 peças jornalísticas.

O júri foi constituído por Guilherme d’Oliveira Martins, Ana Sousa Dias e José Solano d’Almeida.

O prémios foram entregues entregues numa cerimónia pública realizada no Palácio Foz, Praça dos Restauradores,  em Lisboa, no dia 16 de novembro de 2006, dia da UNESCO e Dia Internacional da Tolerância.


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