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Página atualizada em 29-09-2014 10:27:31

Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração - Premiados e Nomeados 2009

 

4.ª Edição
2009


O Gabinete para os Meios de Comunicação Social (GMCS) e a Comissão Nacional da UNESCO (CNU) atribuem, desde 2006, este prémio destinado a galardoar os melhores trabalhos jornalísticos sobre direitos humanos e integração publicados ou difundidos nos órgãos de comunicação social portugueses. Neste ano associou-se também a esta iniciativa o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI).


E os Premiados 2009 foram:


Prémio do Diálogo Intercultural

Categoria Imprensa Escrita

  • 1.º Prémio
    Sandra Nobre
    Pela peça “Corpos Imperfeitos” publicada na revista Tabu do jornal Sol

Na categoria Rádio

Na Categoria Meios Audiovisuais

  • 1.º Prémio
    Daniela Gomes Santiago
    Pela peça “Missão Réo Mao” transmitida na RTP

Menções Honrosas

  • Rita Marrafa de Carvalho
    Pela peça “O mercado das vontades” transmitida na RTP
  • Filipe Pinto, Rui César Martins e Marcelo Cristiano Guedes de Sá Carvalho
    Pela peça “Amanhã na Guiné” transmitida na RTP
  • Miriam Alves, Filipe Ferreira e Marco Carrasqueira
    Pela peça “Doença e Preconceito” transmitida na SIC
  • Teresa Botelheiro
    Pela peça “Dois pais, duas mães” transmitida na RTP


NOMEADOS


Os nomeados para a edição de 2009 do Prémio de Jornalismo "Direitos Humanos & Integração" foram os seguintes:


Na categoria de Imprensa Escrita

  • Carlos Renato Teixeira pela peça "Gueto de Gaza" publicada na revista Focus
    Resumo: no início de 2008, Israel e o Egipto decidem fechar as fronteiras da Faixa de Gaza. O argumento que invocam é a necessidade de isolar o Hamas. Esta reportagem mostra a realidade escondida de um país transformado em gueto. Um milhão e meio de palestinianos encontra-se na encruzilhada.
  • Sandra Nobre pela peça "Corpos imperfeitos" publicada na revista Tabu do jornal Sol
  • Sarah Adamopoulos pela peça “Aprender a negociar a integração em Europês” publicada na revista Notícias Magazine dos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias
    Resumo: são líderes de associações de imigrantes vocacionadas para áreas específicas de apoio à integração das suas comunidades, como, por exemplo, a educação ou as trocas culturais. Porém, diariamente a braços com todo o tipo de urgências (habitação, alimentos, saúde, processos de legalidade, etc.), e alguns relativamente impreparados para as parcerias, voltaram à escola – desta feita para aprender as linguagens da negociação social europeia e o trabalho em rede.
  • Ana Cristina Pereira pela peça “Ya, um dia fomos bater na Gisberta” publicada no jornal Público
    Resumo: entrevista com o único dos 13 menores condenados no caso da morte da transexual Gisberta que ainda (2009) está a cumprir pena. Gabavam-se de conhecer "um travesti" que tinha cabelos compridos, pintava os lábios, os olhos. Parecia "mesmo uma mulher". A notícia espalhou-se. Um dia, um lembrou-se de lhe bater. E os outros foram atrás. Deram-lhe murros e pontapés, atiraram-lhe pedras, bateram-lhe com paus, enquanto a insultavam. E riam-se. Riram-se muito. Ela saiu, suplicando que a deixassem estar, que não tinha para onde ir. Atiraram-lhe pedras para a cabeça, ela caiu. Quando se conseguiu levantar, passaram-lhe uma rasteira e ela tornou a cair. Pontapearam-na, bateram-lhe com paus. Um deles ordenou-lhe que se levantasse. Ela não conseguiu. E eles tornaram a agredi-la. Um teve a ideia de a atirar para um poço. Gisberta estava viva. Gisberta morreu afogada.
  • Alexandre Soares pela peça "Fugidos" publicada na revista Pública do jornal Público 


Na categoria de Rádio

  • Paulo Nuno Vicente pelas peças “Chade: no coração morto de África” e "O meu bairro é uma linha de fogo", ambas transmitidas na Antena 1
    Resumo de "Chade: no coração morto de África ": durante cerca de 2 semanas, a Antena 1 esteve no Chade. O enviado especial, Paulo Nuno Vicente, percorreu a terra quente de pó, conversou com as populações, palmilhou quilómetros com os militares portugueses, escutou as palavras do representante da ONU para a região. O resultado dessas incursões, dessas conversas, é agora apresentado nesta grande reportagem.
    Resumo de "O meu bairro é uma linha de fogo":  as armas ilegais são um negócio de muitos milhões, causa de inúmeras mortes e cada vez mais detenções. As armas ligeiras ilegais andam à solta em muitos locais problemáticos no país... Sítios, de norte a sul do país, onde os tiros fazem parte do quotidiano.
  • Ana Catarina Santos pela peça “Os filhos da solidão” transmitida na TSF
    Resumo: «Eu fui o anjo do perdão para o meu marido». Aos oitenta anos, Maria chora pelo marido que, com a mesma idade, está a cumprir pena de prisão por agredir a mulher. Entre os crimes mais frequentes nesta faixa etária estão a violência entre cônjuges, e a praticada pelos filhos e pelos netos. «A minha neta puxa-me os cabelos, chama-me nomes, atira-me contra o sofá, mas é a coisa que eu mais amo na vida», desabafa Milú. Todos os dias, sem excepção, são registadas queixas de idosos, vítimas de violência: filhos que batem nos pais, netos que agridem avós, idosos abandonados em hospitais, situações de negligência extrema, quase sempre vividas em silêncio e dor nos últimos anos de vida. Muitos acabam por procurar a saída no suicídio.


Na categoria de meios audiovisuais

  • Teresa Botelheiro pela peça “Dois pais, duas mães” transmitida na RTP

    Resumo: A instituição Família tal como a conhecemos, já não é o que era. O conceito tradicional está cada vez mais longe da actual diversidade, onde, em alguns países do mundo, já se reconhecem uniões e casamentos entre pessoas do mesmo sexo. São os novos candidatos a pais. Um assunto controverso em Portugal. De um lado está a lei, do outro a sociedade. Mas a verdade é que a pretensão de pessoas do mesmo sexo quererem ser pais é cada vez maior. E já há muitas crianças que vivem nestes novos núcleos. Esta Reportagem conta como crescem estas crianças.

  • Daniela Gomes Santiago pela peça “Missão Réo Mao” transmitida na RTP

    Resumo: pagam para trabalhar durante as férias. Sem luxos. Sem mordomias. São cada vez mais aqueles que procuram experiências diferentes, ajudando quem mais precisa. A equipa de reportagem acompanhou um grupo de dez portugueses que partem para Réo Mao, no interior da savana senegalesa. Integrados numa missão da Assistência Médica Internacional (AMI), têm como objectivo reabilitar a maternidade da aldeia. Vêm de várias cidades do país. Têm entre 24 e 64 anos e as mais diversas profissões. Trocaram o conforto por uma experiência que juram ser única. Pagaram para andar à mercê do calor, da humidade e dos mosquitos. Pagaram para trabalhar... Pintar paredes em África.

  • Mafalda Gameiro pela peça “Escola Coragem” transmitida na RTP

    Resumo: dois anos depois do polémico trabalho da jornalista Mafalda Gameiro “Quando a violência vai à escola”, a repórter regressou ao estabelecimento de ensino onde foi colocado o circuito de micro câmaras que captou as imagens que chocaram o país.  Afinal, que escola é esta dois anos depois? A conclusão a que chegou é que quase tudo mudou. O mau comportamento generalizado já não existe; os alunos assumiram a vergonha pelos actos cometidos; a escola recebeu um psicólogo logo após a reportagem; o bairro passou a respeitar o espaço escolar; o conselho executivo colocou estudantes a trabalhar como voluntários; os pais dos alunos começaram a estudar à noite e muito mais.  A equipa de reportagem esteve na escola, andou no bairro que a circunda, falou com estudantes, professores, moradores, coordenadores de projectos.

  • Miriam Alves pela peça  “Doença e Preconceito” transmitida na SIC
    Resumo: um retrato de como se vivia em Portugal, em 2008, com VIH. A equipa de reportagem passou uma semana no hospital Joaquim Urbano, no Porto, o único hospital do país dedicado em exclusivo às doenças infecciosas, e acompanhou as rotinas de doentes e médicos. Aqui, ainda se lembram do primeiro doente com SIDA que entrou no hospital, há 23 anos. Acabou por morrer, como a maioria dos doentes, no tempo em que a medicina não tinha armas contra a SIDA. A evolução dos fármacos revolucionou o tratamento e trouxe a doentes e médicos esperanças impensáveis quando o vírus surgiu como uma sentença de morte. Mas a cura está longe, em Portugal a infecção está a aumentar entre os mais jovens e continuamos a ser o país da União Europeia com mais alta taxa de novos casos. Já só morre quem quer, garantem os médicos. Mas continua a ser difícil viver com SIDA. Por causa da doença e, sobretudo, do preconceito.
  • Filipe Pinto pela peça “Amanhã na Guiné” transmitida na RTP

    Resumo: um padre da freguesia de Ramalde, no Porto, aventurou-se África adentro, para entregar um jipe a uma missão religiosa na Guiné-Bissau. Depois de um trajecto de 13 dias por Marrocos, Mauritânia, Senegal e Gâmbia, chegou à Guiné-Bissau. Mais do que uma viagem com fins humanitários, esta deslocação é um grito de alerta para a necessidade de apoio que este país africano continua a enfrentar. A reportagem mergulha no trabalho sem limites das missões religiosas, num dos estados mais pobres do mundo, onde é difícil sobreviver. Foi a uma destas missões, que enfrenta a pobreza do interior guineense, que o Padre de Ramalde deixou o jipe. Na primeira pessoa, os religiosos mostram nesta reportagem por que um carro na Guiné pode ser também um salva-vidas.

  • Rita Marrafa de Carvalho pela peça "O mercado das vontades" transmitida na RTP

O prazo de candidaturas terminou em 31 de julho de 2009.

Concorreram ao prémio 66 peças jornalísticas:

  • 23 imprensa escrita
  • 6 de rádio
  • 37 de audiovisual.

O júri foi constituído por Guilherme d’Oliveira Martins e Isabel Férin.

Os prémios foram entregues numa cerimónia pública realizada Palácio Foz, Praça dos Restauradores,  em Lisboa, no dia 21 de dezembro de 2009.


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